Biologia do Amor
Os afetos alteram as funções cerebrais, ou a falta deles.
O estudo de crianças adotadas tornou-se um dos maiores casos para os investigadores que procuram respostas para os problemas de desenvolvimento e perturbações afetivas.
Depois da adoção, uma das vantagens podem ser medidas em ressonâncias magnéticas que detetam o desenvolvimento cerebral e zonas ativadas antes e depois.
«A criança adotada cresce fisicamente. Até a cabeça fica maior. E a cognição também melhora 10% a 15%.», explica o autor, Vinke.
A oxitocina é uma hormona que liga a relação de mãe e filho. É essencial na produção de leite e na contração do útero.
Sem esta hormona pode haver mesmo uma rejeição, e os níveis da oxitocina, o grau de felicidade e vinculações, podem-se alterar com as experiências de vida.
Com o estudo destes comportamentos e da biologia animal, tem ajudado a obter várias respostas para compreender os mecanismos. Por exemplo, os pintainhos emitem um som específico quando são afastados das mães.
Mas foram preciso esperar pela evolução da bioquímica, nos anos 80 e 90, para se confirmar que há efeitos cerebrais das relações.
A adição é outra pista cada vez mais utilizada no estudo da biologia dos comportamentos.
Pode parecer até chocante, mas o prazer sentido na troca de afetos entre pais e filhos e o consumo de heroína ativam a mesma substância neuro-hormonal.

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